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Ensaio SPT em Londrina | Investigação Geotécnica Padronizada

A expansão urbana de Londrina, impulsionada a partir da década de 1930 sobre os espessos mantos de intemperismo do basalto da Formação Serra Geral, moldou uma cidade onde a variabilidade do solo residual exige investigação criteriosa antes de qualquer fundação. A transição entre a argila siltosa avermelhada e o horizonte de rocha alterada, que pode ocorrer de forma abrupta em poucos metros, torna o perfil geotécnico local um desafio constante. O ensaio SPT é a ferramenta primária para decifrar essa estratigrafia errática, fornecendo o índice de resistência à penetração (Nspt) metro a metro, e permitindo ao projetista de fundações decidir entre estacas escavadas na argila rija ou a cravação em solo de alteração de rocha. Em paralelo à sondagem, os registros de nível d'água são cruciais, pois os aquíferos suspensos no solo superficial de Londrina, comuns nas microbacias dos ribeirões Cambé e Lindóia, afetam diretamente a estabilidade das escavações. Para uma análise complementar da resistência não drenada em profundidade, integramos os resultados com o ensaio CPT quando o projeto exige perfil contínuo.

Em Londrina, o Nspt é o parâmetro de entrada mais determinante para definir a profundidade de ponta de estaca no horizonte de alteração de basalto.

Metodologia e escopo

O equipamento de SPT que mobilizamos em Londrina consiste em um tripé metálico com torre de 4 polegadas, guincho motorizado com capacidade de 1 tonelada e o conjunto padronizado de cravação: martelo de 65 kg com sistema de queda livre automática, cabeça de bater e hastes de 1 metro rosqueáveis. O amostrador bipartido padrão, com diâmetro externo de 2 polegadas e interno de 1 3/8 polegadas, é cravado 45 cm no solo após a limpeza do furo com trépano ou circulação de água. A cada 15 cm registramos o número de golpes necessários para a penetração, sendo o Nspt a soma dos golpes dos últimos 30 cm. Em terrenos de alta declividade nos bairros da Gleba Palhano ou nos fundos de vale do Ribeirão Quati, o guincho é ancorado com estacas e cintas para nivelar a torre, garantindo a verticalidade da perfuração. A lavagem do furo com bomba d'água de alta pressão é essencial para atravessar as lentes de argila siltosa dura sem causar amolgamento excessivo na parede do furo, e o controle da pressão de injeção evita fraturamento hidráulico nos horizontes mais superficiais. Em perfis com pedregulhos ou matacões de basalto, utilizamos coroa de vídia para avançar sem danificar o revestimento, e o registro dessas ocorrências é detalhado no boletim de campo, pois a presença de blocos alterados influencia diretamente na escolha entre estacas escavadas ou cravadas.
Ensaio SPT em Londrina | Investigação Geotécnica Padronizada

Considerações locais

O solo residual de basalto que predomina em Londrina, classificado como argila siltosa laterítica (LG' no Sistema Unificado), apresenta um comportamento mecânico complexo: elevada porosidade e estrutura macroaglomerada que podem mascarar a resistência real durante a cravação do amostrador SPT. Um dos riscos mais comuns é a subestimação do Nspt em camadas não saturadas, onde a coesão aparente é alta, mas a resistência de pico cai drasticamente com o aumento da umidade em períodos chuvosos — situação crítica nas encostas da região norte da cidade. A presença de lentes de argila mole orgânica nos vales dos afluentes do Rio Tibagi, intercaladas com a argila siltosa rija, pode gerar recalques diferenciais severos se não forem identificadas pela malha de sondagens. A NBR 6484:2020 exige que o ensaio SPT seja executado com controle de circulação de água e registro do nível freático a cada metro, mas a interpretação dos boletins de campo exige experiência local para distinguir matacões de basalto do topo rochoso, evitando a falsa impressão de impenetrável precoce. Ignorar uma investigação complementar com MASW para mapear a profundidade do embasamento sã é um atalho perigoso que pode comprometer o dimensionamento das fundações profundas em obras de médio e grande porte.

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Vídeo explicativo

Normas aplicáveis

ABNT NBR 6484:2020 - Solo — Sondagem de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio, ABNT NBR 6122:2019 - Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 8036:1983 - Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios, ASTM D1586-18 - Standard Test Method for Standard Penetration Test (SPT) and Split-Barrel Sampling of Soils, ISO 17025:2017 - Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração

Serviços técnicos associados

01

Boletim de Sondagem com Perfil Estratigráfico

Relatório técnico completo com gráfico Nspt x profundidade, classificação táctil-visual de cada horizonte amostrado, registro dos níveis d'água estabilizados e indicação do impenetrável ao martelo. Inclui plotagem em planta georreferenciada dos furos e memorial descritivo das condições de execução.

02

Ensaio de Torque (SPT-T) Acoplado

Medição do torque máximo necessário para girar o amostrador após a cravação, fornecendo o atrito lateral unitário (fs) em cada metro ensaiado. Parâmetro essencial para projetos de estacas hélice contínua e escavadas na argila siltosa de Londrina, correlacionável diretamente com a adesão solo-fuste.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Massa do martelo65 kg (± 0,5 kg)
Altura de queda (sistema automático)750 mm (± 10 mm)
Diâmetro do amostrador (externo/interno)50,8 mm / 34,9 mm
Comprimento do amostrador500 mm
Intervalo de cravação por ensaio45 cm (3 × 15 cm)
Índice de resistência à penetração (Nspt)Soma dos golpes nos últimos 30 cm
Profundidade máxima de investigaçãoLimitada pelo impenetrável ao martelo
Norma técnica de referênciaABNT NBR 6484:2020

Perguntas frequentes

Qual é o custo médio de um furo de SPT em Londrina?

O valor final varia com a metragem total contratada, o número de furos e a acessibilidade do terreno — terrenos em declive na região da Gleba Palhano ou com restrição de acesso podem exigir equipamento desmontável e equipe adicional, impactando o orçamento.

Com que profundidade o impenetrável costuma aparecer em Londrina?

Na maior parte da área urbana de Londrina, o impenetrável ao martelo SPT (Nspt > 50 golpes nos 15 cm iniciais) ocorre entre 8 e 18 metros de profundidade, correspondendo ao horizonte de alteração de basalto com fragmentos de rocha. Nos vales dos ribeirões Cambé e Lindóia, a espessura de solo residual pode ultrapassar 25 metros antes de atingir a rocha sã, exigindo furos mais profundos e, frequentemente, o uso de coroa de vídia para avançar nos pedregulhos.

O ensaio SPT consegue identificar o nível d'água real do terreno?

Sim, a metodologia da NBR 6484:2020 exige a medição do nível d'água durante a perfuração e após 24 horas de estabilização. Em Londrina, a presença de aquíferos suspensos nos solos lateríticos é frequente, e a leitura após estabilização é obrigatória para distinguir lençóis temporários do freático permanente, informação crítica para o cálculo de subpressões em fundações e contenções.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Londrina e sua zona metropolitana.

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