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Projeto de Pavimento Flexível em Londrina: Dimensionamento Seguindo Norma DNIT

O dimensionamento de pavimento flexível em Londrina exige atenção redobrada à variabilidade do solo residual de basalto. A cidade, situada sobre o planalto basáltico da Bacia do Paraná, apresenta um perfil de alteração típico de regiões subtropicais, onde a espessura do solo laterítico pode variar de 3 a 15 metros em curtas distâncias — e isso impacta diretamente o módulo de resiliência do subleito. Seguimos as diretrizes do Manual de Pavimentação do DNIT (2006) e a norma ABNT NBR 7207/1982 para tráfego, mas o dado que realmente define o projeto é o ensaio de Índice de Suporte Califórnia (ISC/CBR). Em parceria com o ensaio SPT, conseguimos correlacionar a resistência do subleito com a expansibilidade do material argiloso, evitando trincas precoces por variação de umidade — um dos problemas mais comuns nas avenidas da zona norte, onde a drenagem urbana compete com o lençol freático elevado.

O CBR de imersão é o ensaio que separa um pavimento flexível durável de um recapeamento precoce em Londrina.

Metodologia e escopo

Em Londrina, muitas vezes vemos que a estrutura do pavimento dimensionada apenas pelo tráfego não resiste ao primeiro ciclo de chuvas intensas de verão. Por isso, nosso laboratório acreditado pela CGCRE/INMETRO sob a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025 executa o ensaio de compactação Proctor na energia modificada e o CBR com imersão por 4 dias, simulando a pior condição de saturação do subleito. A definição das camadas — revestimento asfáltico, base granular e sub-base — parte do número N de projeto calculado com os fatores de equivalência estrutural do método DNIT. Em solos com CBR abaixo de 6%, comuns nos vales dos córregos Cambé e Lindóia, prescrevemos a substituição do subleito ou a estabilização granulométrica com brita graduada simples. O controle de compactação em campo, feito pelo método do cone de areia (ABNT NBR 7185) ou densímetro nuclear, garante que o grau de compactação atinja os 100% do Proctor de referência, condição indispensável para a vida útil de 10 anos prevista no projeto.
Projeto de Pavimento Flexível em Londrina: Dimensionamento Seguindo Norma DNIT

Considerações locais

Um condomínio logístico na PR-445, próximo ao aeroporto, teve o pavimento do pátio de manobras completamente trincado em menos de 18 meses. A investigação geotécnica mostrou que o subleito era uma argila siltosa de alta plasticidade (LG') com CBR de apenas 3% após imersão, mas a obra original havia compactado o material na umidade ótima sem considerar a expansibilidade. O erro custou a reconstrução total da base e a instalação de drenos profundos. Ignorar o ensaio de CBR com imersão e a análise de plasticidade (limites de Atterberg) em Londrina é abrir mão da previsibilidade do comportamento do solo sob carga. A presença de solos lateríticos de comportamento laterítico (LA') é uma vantagem local, mas sua identificação incorreta leva a projetos superdimensionados ou ao colapso estrutural. O risco não está só na ruptura: está na perda de serventia gradual que paralisa a operação de frotas e eleva o custo logístico.

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Normas aplicáveis

DNIT Manual de Pavimentação (2006) e Método de Dimensionamento, ABNT NBR 7207:1982 — Terminologia e Classificação de Pavimentos, ABNT NBR 7182:2016 — Solo — Ensaio de Compactação, ABNT NBR 9895:2016 — Solo — Índice de Suporte Califórnia (ISC/CBR), ABNT NBR 7185:2016 — Solo — Massa Específica Aparente In Situ (Frasco de Areia)

Serviços técnicos associados

01

Dimensionamento Estrutural e Estudos Geotécnicos

Calculamos o número N de projeto com base na contagem volumétrica de tráfego (VDMA) e definimos as espessuras das camadas de reforço, sub-base, base e revestimento pelo método DNIT. Realizamos a coleta de amostras indeformadas e deformadas nos pontos críticos do greide, executando ensaios de granulometria, limites de Atterberg, compactação e CBR com imersão. Para corredores de ônibus ou tráfego canalizado, incorporamos a análise de fadiga do revestimento asfáltico com base no módulo de resiliência do solo e da mistura betuminosa.

02

Controle Tecnológico de Execução de Pavimentos

Acompanhamos a execução das camadas granulares e da capa asfáltica in situ, verificando o grau de compactação (método cone de areia ou densímetro nuclear), o teor de umidade e a espessura final de cada camada conforme projeto. Extraímos corpos de prova da mistura asfáltica para ensaios de estabilidade Marshall e fluência, garantindo o teor ótimo de ligante. Emitimos relatórios diários de conformidade para a fiscalização da Prefeitura Municipal de Londrina ou do DER/PR.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Tráfego de Projeto (Número N)10⁵ a 5x10⁷ (leve a muito pesado)
CBR Mínimo de Subleito≥ 6% (DNIT); recomendamos ≥ 8% para corredores de ônibus
Energia de CompactaçãoProctor Intermediário ou Modificado (ABNT NBR 7182)
Grau de Compactação Exigido≥ 100% do Proctor de referência (camada final)
Expansão Máxima (CBR Imersão)≤ 2% (subleito); ≤ 0,5% (base estabilizada)
Coeficiente Estrutural (Revestimento)kR = 2,0 (CAUQ convencional, espessura ≥ 5 cm)
Módulo de Resiliência Típico (Subleito)80 a 150 MPa (solo laterítico de basalto, não saturado)

Perguntas frequentes

Quanto custa o projeto de pavimento flexível para um estacionamento em Londrina?

O investimento para um projeto completo, incluindo sondagens SPT, ensaios de CBR e dimensionamento estrutural, parte de R$ 100.000 para áreas de médio porte. O valor exato depende da metragem quadrada, do número de furos de sondagem e da complexidade da drenagem subterrânea.

Qual a diferença do pavimento flexível para o rígido em Londrina?

O pavimento flexível distribui a carga em camadas múltiplas até o subleito, usando base granular e revestimento asfáltico, sendo mais tolerante a recalques diferenciais — vantagem nos solos argilosos de Londrina. O pavimento rígido, em placas de concreto, concentra tensões e exige subleito de altíssima resistência (CBR > 10%) para não fissurar.

Qual o CBR mínimo que vocês aceitam para o subleito?

Seguindo o manual do DNIT, o CBR mínimo é 6% para tráfego leve. No entanto, em Londrina, recomendamos reforço do subleito sempre que o CBR de imersão for inferior a 8%, especialmente para vias com circulação de caminhões ou ônibus urbanos.

Vocês fazem o controle de compactação durante a obra do pavimento?

Sim, realizamos o controle tecnológico completo in loco, verificando o grau de compactação de cada camada com cone de areia (ABNT NBR 7185) e a umidade pelo método Speedy. Emitimos laudos de liberação para a camada seguinte, garantindo 100% de conformidade com o projeto executivo.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Londrina e sua zona metropolitana.

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