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Londrina, Brazil
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Ensaio CPT em Londrina: Perfil Geotécnico Contínuo com Cone Penetration Test

O caminhão de sondagem estaciona no terreno e a primeira coisa que se vê é o conjunto de hastes sendo empurrado hidraulicamente contra o solo. É um equipamento silencioso se comparado à percussão do SPT, mas o que ele entrega em troca é um registro contínuo de dados que nenhum outro método de campo oferece com a mesma resolução. Aqui em Londrina, onde o basalto da Formação Serra Geral aparece a poucos metros de profundidade em boa parte da cidade, o ensaio CPT encontra um cenário particular: as hastes avançam rápido no solo superficial laterítico, típico da região, e de repente batem na rocha alterada ou sã. Saber exatamente onde essa transição acontece muda o projeto de fundação. Nossa equipe técnica opera o equipamento na região metropolitana e já mapeou comportamentos recorrentes nos bairros da Gleba Palhano, centro e zona norte. Para complementar a investigação em locais onde a sondagem mista é necessária, recorremos ao ensaio SPT para avançar no impenetrável ao cone.

Em Londrina, o contato solo-rocha basáltica é detectado pelo CPT com precisão centimétrica, definindo a cota de arrasamento de estacas sem retrabalho.

Metodologia e escopo

Londrina está sobre o planalto basáltico, com solos que variam de argilas siltosas vermelhas a siltes arenosos residuais. A estação chuvosa de verão, com médias de precipitação que podem ultrapassar 200 mm em janeiro, altera o grau de saturação desses solos e afeta diretamente a leitura de poropressão quando se utiliza o piezocone (CPTu). Em campanhas realizadas entre dezembro e março, o atrito lateral medido em campo frequentemente exige correlações mais conservadoras para estimar a capacidade de carga. Nos períodos secos, o mesmo solo responde com valores de resistência de ponta mais elevados. O ensaio CPT permite identificar essas variações sazonais com clareza, algo que se dilui em ensaios discretos. O perfil contínuo mostra camadas finas de areia que intercalam o solo argiloso, detalhe que escapa em sondagens com recuperação parcial de amostra. Para obra em talude, os dados de resistência não drenada obtidos alimentam diretamente a análise de estabilidade de taludes que a equipe de projeto precisa.
Ensaio CPT em Londrina: Perfil Geotécnico Contínuo com Cone Penetration Test

Considerações locais

O solo superficial de Londrina, um latossolo vermelho escuro de textura argilosa, é enganosamente homogêneo ao tato. Na sondagem CPT, contudo, o perfil revela camadas de silte arenoso com comportamento drenante que interrompem a matriz argilosa. O projetista que ignora essas lentes intercaladas pode subdimensionar o comprimento de estacas ou adotar parâmetros de resistência uniformes que não correspondem à realidade do terreno. O risco maior está nas fundações apoiadas próximas ao topo rochoso irregular: uma estaca que para no solo residual saturado sobre o basalto alterado recalca mais que a estaca vizinha cravada 40 cm além e já apoiada na rocha sã. O CPT identifica essa irregularidade com precisão vertical que o ensaio SPT não alcança, e por isso é cada vez mais exigido em obras de médio e grande porte na cidade. O monitoramento da poropressão durante o ensaio também alerta sobre camadas com potencial de adensamento sob carga.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 16204:2013 — Solo — Ensaio de piezocone (CPTu), ASTM D5778-12 — Standard Test Method for Electronic Friction Cone and Piezocone Penetration Testing of Soils, Robertson, P.K. (1986) — Soil classification using the cone penetration test (Canadian Geotechnical Journal)

Serviços técnicos associados

01

Ensaio CPTu com medição de poropressão

Piezocone padrão com aquisição contínua de qc, fs e u2. Inclui perfil de classificação do solo pelo método Robertson e estimativa de parâmetros geotécnicos em tempo real.

02

Campanha mista CPT + SPT

Combinação de ensaios CPT e sondagens SPT no mesmo terreno, com correlação local entre N60 e qc para validação de parâmetros de projeto de fundações profundas.

03

Perfil de velocidade de ondas sísmico com CPT

Ensaio SCPTu com geofone acoplado ao cone para medição de Vs a cada metro, útil para análise de liquefação e classificação sísmica do terreno conforme NBR 15421.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Equipamento utilizadoPiezocone de 15 cm² (CPTu) com célula de poropressão no ombro do cone
Profundidade típica de investigaçãoAté 25 m em solo; parada automática no impenetrável ao basalto
Resistência de ponta (qc)Medida contínua, faixa típica em Londrina de 0,5 a 20 MPa no solo residual
Atrito lateral (fs)Medido continuamente, com razão de atrito (Rf) entre 1% e 5% em argilas siltosas locais
Poropressão (u2)Registro dinâmico para correção da resistência e estimativa do nível freático
Norma de referênciaABNT NBR 16204:2013 e ASTM D5778-12
Taxa de cravação20 mm/s ± 5 mm/s conforme norma internacional
Relatório de campoPerfis de qc, fs, Rf e u2 em tempo real, com classificação Robertson (1986)

Perguntas frequentes

Qual o custo de um ensaio CPT em Londrina?

O custo final é definido após visita técnica ao terreno.

O ensaio CPT substitui a sondagem SPT em Londrina?

Em solos onde o cone penetra sem atingir o impenetrável, o CPT fornece um perfil mais detalhado e contínuo que o SPT. Contudo, em Londrina o basalto raso frequentemente interrompe o ensaio, e nesses casos a campanha mista CPT+SPT é a recomendação técnica mais segura.

Qual a profundidade máxima que o ensaio atinge na região?

O equipamento é dimensionado para até 25 metros de profundidade em solo, mas em Londrina a profundidade real depende da cota do topo rochoso. Em zonas como o centro e a Gleba Palhano, o impenetrável ao basalto costuma aparecer entre 8 e 18 metros.

Quanto tempo leva para receber o relatório do ensaio?

O perfil preliminar com os dados de qc, fs e u2 é entregue no mesmo dia da execução do ensaio. O relatório completo com classificação Robertson, estimativas de parâmetros geotécnicos e recomendações sai em até três dias úteis.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Londrina e sua zona metropolitana.

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