O caminhão de sondagem estaciona no terreno e a primeira coisa que se vê é o conjunto de hastes sendo empurrado hidraulicamente contra o solo. É um equipamento silencioso se comparado à percussão do SPT, mas o que ele entrega em troca é um registro contínuo de dados que nenhum outro método de campo oferece com a mesma resolução. Aqui em Londrina, onde o basalto da Formação Serra Geral aparece a poucos metros de profundidade em boa parte da cidade, o ensaio CPT encontra um cenário particular: as hastes avançam rápido no solo superficial laterítico, típico da região, e de repente batem na rocha alterada ou sã. Saber exatamente onde essa transição acontece muda o projeto de fundação. Nossa equipe técnica opera o equipamento na região metropolitana e já mapeou comportamentos recorrentes nos bairros da Gleba Palhano, centro e zona norte. Para complementar a investigação em locais onde a sondagem mista é necessária, recorremos ao ensaio SPT para avançar no impenetrável ao cone.
Em Londrina, o contato solo-rocha basáltica é detectado pelo CPT com precisão centimétrica, definindo a cota de arrasamento de estacas sem retrabalho.
Metodologia e escopo
Considerações locais
O solo superficial de Londrina, um latossolo vermelho escuro de textura argilosa, é enganosamente homogêneo ao tato. Na sondagem CPT, contudo, o perfil revela camadas de silte arenoso com comportamento drenante que interrompem a matriz argilosa. O projetista que ignora essas lentes intercaladas pode subdimensionar o comprimento de estacas ou adotar parâmetros de resistência uniformes que não correspondem à realidade do terreno. O risco maior está nas fundações apoiadas próximas ao topo rochoso irregular: uma estaca que para no solo residual saturado sobre o basalto alterado recalca mais que a estaca vizinha cravada 40 cm além e já apoiada na rocha sã. O CPT identifica essa irregularidade com precisão vertical que o ensaio SPT não alcança, e por isso é cada vez mais exigido em obras de médio e grande porte na cidade. O monitoramento da poropressão durante o ensaio também alerta sobre camadas com potencial de adensamento sob carga.
Normas aplicáveis
ABNT NBR 16204:2013 — Solo — Ensaio de piezocone (CPTu), ASTM D5778-12 — Standard Test Method for Electronic Friction Cone and Piezocone Penetration Testing of Soils, Robertson, P.K. (1986) — Soil classification using the cone penetration test (Canadian Geotechnical Journal)
Serviços técnicos associados
Ensaio CPTu com medição de poropressão
Piezocone padrão com aquisição contínua de qc, fs e u2. Inclui perfil de classificação do solo pelo método Robertson e estimativa de parâmetros geotécnicos em tempo real.
Campanha mista CPT + SPT
Combinação de ensaios CPT e sondagens SPT no mesmo terreno, com correlação local entre N60 e qc para validação de parâmetros de projeto de fundações profundas.
Perfil de velocidade de ondas sísmico com CPT
Ensaio SCPTu com geofone acoplado ao cone para medição de Vs a cada metro, útil para análise de liquefação e classificação sísmica do terreno conforme NBR 15421.
Parâmetros típicos
Perguntas frequentes
Qual o custo de um ensaio CPT em Londrina?
O custo final é definido após visita técnica ao terreno.
O ensaio CPT substitui a sondagem SPT em Londrina?
Em solos onde o cone penetra sem atingir o impenetrável, o CPT fornece um perfil mais detalhado e contínuo que o SPT. Contudo, em Londrina o basalto raso frequentemente interrompe o ensaio, e nesses casos a campanha mista CPT+SPT é a recomendação técnica mais segura.
Qual a profundidade máxima que o ensaio atinge na região?
O equipamento é dimensionado para até 25 metros de profundidade em solo, mas em Londrina a profundidade real depende da cota do topo rochoso. Em zonas como o centro e a Gleba Palhano, o impenetrável ao basalto costuma aparecer entre 8 e 18 metros.
Quanto tempo leva para receber o relatório do ensaio?
O perfil preliminar com os dados de qc, fs e u2 é entregue no mesmo dia da execução do ensaio. O relatório completo com classificação Robertson, estimativas de parâmetros geotécnicos e recomendações sai em até três dias úteis.
