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Ensaio Proctor em Londrina: Compactação que Resiste ao Solo Vulcânico

Londrina está assentada sobre um dos solos mais peculiares do Paraná, o basalto da Formação Serra Geral, com altitudes em torno de 610 metros. Aqui, a terra roxa que cobre a cidade pode parecer homogênea, mas a presença de argilas lateríticas e siltes residuais muda completamente o comportamento na compactação. O ensaio Proctor – tanto na energia Normal quanto na Modificada – é o ponto de partida para qualquer aterro, subleito de pavimento ou base de fundação que vá durar. Sem esse dado, a obra literalmente se mexe. A variação de umidade nesse solo vulcânico, combinada com chuvas intensas de verão, pode arruinar a densificação em campo. Já acompanhamos casos em que uma diferença de 2% na umidade ótima resultou em recalques diferenciais visíveis a olho nu, principalmente nos bairros mais altos da cidade. Por isso, vinculamos o controle com o ensaio de granulometria para entender a curva do material, e com o CBR viário quando o foco é a capacidade de suporte do pavimento.

No basalto de Londrina, a umidade ótima não é um número teórico: é a diferença entre um aterro estável e um recalque progressivo na primeira chuva forte.

Metodologia e escopo

O solo de Londrina tem uma característica marcante: a fração argila, oriunda da decomposição do basalto, apresenta alta plasticidade e uma estrutura microagregada que engana. Em laboratório, o ensaio Proctor revela curvas de compactação típicas de solos tropicais, com densidade máxima seca frequentemente entre 1,45 e 1,65 g/cm³ e umidade ótima na faixa de 28% a 35% – valores bem distintos dos solos sedimentares do litoral. Nossa execução segue a ABNT NBR 7182:2016, compactando o material em camadas dentro do cilindro, com soquete de 2,5 kg (Normal) ou 4,5 kg (Modificado). A energia aplicada importa: o Proctor Modificado, com 4,5 kg caindo de 45,7 cm, simula a ação de rolos compactadores pesados, essencial para a terraplenagem de grandes áreas como as do Parque Tecnológico. Para obras em que a estabilidade do talude é crítica, integramos os resultados do Proctor com a análise de estabilidade de taludes, garantindo que o aterro compactado não se torne um problema a longo prazo. Cada camada de 1,3 cm de espessura solta é controlada, e o resultado final é a curva que guia o engenheiro de campo no controle do grau de compactação, geralmente exigido acima de 95% do Proctor Normal em corpos de aterro.
Ensaio Proctor em Londrina: Compactação que Resiste ao Solo Vulcânico

Considerações locais

O soquete metálico de 4,5 kg do Proctor Modificado desce 45,7 cm sobre o solo dentro do cilindro, golpe após golpe, numa cadência controlada – 27 batidas por camada, 5 camadas. Esse impacto reproduz, em escala de laboratório, o que um rolo pé-de-carneiro de 12 toneladas faz em campo. O risco de ignorar esse ensaio em Londrina é subestimar a energia necessária para compactar um solo que, visualmente, parece solto, mas esconde torrões duros de argila laterítica. Se o projeto especifica um grau de compactação de 100% do Proctor Normal e o solo está 3% acima da umidade ótima, a compactação simplesmente não acontece – a água ocupa os vazios e o ar não escapa. O resultado é uma “borrachada”, com a contrapressão da água impedindo a densificação. Em pavimentos, isso se traduz em trilhas de roda e afundamentos em menos de dois anos. A única saída é a curva de compactação bem definida, com 5 pontos, para traçar a trajetória real da densidade em função da umidade. Sem isso, você está compactando no escuro.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 7182:2016, ABNT NBR 6457:2016 (Preparação de Amostras), ASTM D698-12 (Proctor Normal), ASTM D1557-12 (Proctor Modificado), DNIT 164/2013 - ME

Serviços técnicos associados

01

Proctor Normal

Ideal para subleitos de ruas residenciais, aterros de pequeno porte e reaterro de valas. Usamos o soquete de 2,5 kg com energia padrão, gerando a curva de referência para compactadores leves e médios.

02

Proctor Modificado

Replicamos a energia de rolos compactadores pesados. Obrigatório para bases de pavimentos rodoviários, aterros estruturais e camadas finais de terraplenagem nos solos basálticos de Londrina.

03

Controle de Compactação em Campo

Com a curva de Proctor definida, vamos ao campo com o frasco de areia ou densímetro nuclear para verificar o grau de compactação in situ. A liberação da camada é feita na hora, com laudo técnico imediato.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Energia de Compactação (Normal)Soquete 2,5 kg, queda 30,5 cm, 3 camadas, 26 golpes/camada
Energia de Compactação (Modificado)Soquete 4,5 kg, queda 45,7 cm, 5 camadas, 27 golpes/camada
Norma Técnica BaseABNT NBR 7182:2016 (Solo - Ensaio de Compactação)
Cilindro Padrão (Normal)Volume 1000 cm³, diâmetro 10 cm
Cilindro Padrão (Modificado)Volume 2085 cm³, diâmetro 15 cm
Resultados ObtidosCurva de Compactação, Densidade Máxima Seca (g/cm³), Umidade Ótima (%)
Controle de Qualidade InternoCalibração de balanças, verificação dimensional do soquete e cilindro conforme ASTM D698/1557

Perguntas frequentes

Qual a diferença prática entre o Proctor Normal e o Modificado em Londrina?

O solo basáltico de Londrina, quando compactado na energia Modificada, atinge densidades maiores e umidades ótimas ligeiramente menores. O Normal simula equipamentos leves, como sapos compactadores; o Modificado reproduz rolos pesados. Para base de pavimento, a prefeitura exige Proctor Modificado com grau de compactação mínimo de 100%.

Quantos pontos precisa ter uma curva de compactação confiável?

A norma ABNT NBR 7182 pede no mínimo 5 pontos, cobrindo a faixa de umidade desde abaixo da ótima até acima. Trabalhamos com 5 a 6 pontos para definir com precisão o pico da parábola. Curvas com 4 pontos podem mascarar erros, especialmente em solos lateríticos com estrutura microagregada.

Qual o custo médio do ensaio Proctor em Londrina?

O solo de Londrina aceita bem o reuso de material de corte em aterro?

Sim, mas com ressalvas. A terra roxa laterítica, quando escavada, perde parte da estrutura original. O ensaio Proctor no material revolvido indica a nova densidade máxima. Em geral, o material é excelente para aterro, desde que controlada a umidade e executada a homogeneização para quebrar os torrões de argila endurecida.

Em quanto tempo sai o resultado do ensaio?

O ensaio físico de compactação, com preparação da amostra, secagem em estufa a 105°C e compactação dos 5 pontos, leva de 24 a 48 horas. Para obras com cronograma apertado, podemos liberar a curva preliminar com 3 pontos em 12 horas, e o resultado final no dia seguinte.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Londrina e sua zona metropolitana.

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